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Gestão

Indicadores que a diretoria realmente usa

Equipe Trama·5 min de leitura

Quase toda empresa que visitamos tem um painel de indicadores. Poucas têm um painel que alguém realmente abre toda segunda-feira. A diferença não está na ferramenta de BI, está no que se escolheu medir, e em quem é responsável por cada número.

Curto o bastante pra segunda-feira

Um painel só é útil se cabe no tempo real que a diretoria tem para olhar para ele, geralmente alguns minutos, não uma reunião inteira. Se é preciso rolar três telas ou abrir cinco abas para entender se a semana foi boa ou ruim, o painel virou um relatório, não uma ferramenta de decisão. A régua certa é simples: uma tela, um olhar, uma conclusão.

Os quatro indicadores que cabem numa tela

Não existe uma lista universal de indicadores, cada operação tem os seus. Mas quase sempre é possível reduzir o essencial a quatro categorias:

Tudo o que não cabe nessas quatro categorias costuma ser indicador de segundo nível: importante para quem executa, não para quem decide direção.

Um dono por indicador

Indicador sem dono vira número decorativo. Cada métrica no painel executivo precisa responder a uma pergunta simples: se esse número piorar, quem é chamado para explicar por quê. Se a resposta não é clara, o indicador não tem função de gestão, só de estética.

Revisão vale mais que ferramenta

Trocamos dashboards de empresas que tinham a ferramenta certa e ainda assim não confiavam nos números, porque ninguém tinha o hábito de revisar a régua. Um painel simples, revisado toda semana com o mesmo grupo de pessoas, gera mais decisão do que um painel completo que ninguém olha. A disciplina da revisão é o que transforma dado em gestão: a ferramenta só entrega o que a rotina sustenta.

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